segunda-feira, 30 de junho de 2008

2 - Curta Metragem e o Senhor dos Sonhos

Sonhei que andávamos em plena Praça da Sé à noite e em meio a caminhada, sugeri que fizesse um curta sobre nossa história.
Ele torcia o nariz e dizia que não poderia dar certo.
Eu argumentava que nossa história seria muito interessante e com os diálogos certos, ficaria melhor ainda.
Voltando a realidade: que final ela teria?
Na Vida real não está sendo o melhor e receio que acabará assim, sem final feliz.
Pena que grande parte dos acontecimentos tenha que ser assim, tão implacável.
Romântica como sou idealizei uma rodoviária, um ônibus, alguém entrando nele esbaforido e sentando-se ao lado de outra pessoa que distraída olha triste pela janela.
Surpresa o vê sentando ao seu lado e ele sorrindo oferece a mão à ela e diz:
"Na mesma medida".
Sonhar é maravilhoso.
A Vida pode ser dura algumas vezes - mas sonhos são doces - para minha sorte, mais doces que a realidade.

Para a Turma de Comunicação Social-1ºAno-Unicsul-Campus Anália Franco

1 - De paixões e recomeços

Há seis meses vinha alimentando um sentimento maior por um amigo.
Dia 26, quinta-feira à noite, resolvi declarar meu afeto pois não aguentava mais o tal sentimento que crescia e crescia sem parar - embora soubesse que não haveria a menor chance de ser correspondida. Notei a decepção na voz dele e percebi a mágoa escondida entre suas palavras.
Tinha esperança de pelo menos com minha atitude conservar nossa amizade.
A esperança esvaiu-se ontem por volta das 23:00 hs qdo ele declarou que preferia ir embora sozinho depois do trabalho, pelo mesmo caminho que antes fazíamos juntos.
Segundo ele, estava cuidando dos meus sentimentos.
"Que sentimentos?" - perguntei eu - "Egoísta, só está preocupado com o conforto dos próprios sentimentos..."
Conheço-o o suficiente para saber que não adianta argumentar. Quando tomada uma decisão ele não volta atrás. Estou decepcionada e o que mais temia - a perda de nossa amizade - aconteceu.
Estou sendo punida por ter declarado o meu amor.
E não há nada que eu possa fazer a não ser respeitar sua decisão.
Já o excluí de minha Vida virtual e agora (o mais difícil) terei de excluí-lo da minha Vida real.

O Alfarrábio nasce dessa "morte natural" de um sentimento por seu "Vento Inspirador".
Mas não deixem de gostar, apaixonar ou amar alguém. E sejam corajosos e se declarem.
Com todo o "aperreio" vale à pena.
Afinal, o Amor é que faz o mundo girar...

Para Mauro Castro e Layla Badawya
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