segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

176 - Células de Vida


 Tive a certeza quando vi a imagem.
Aquelas "bolinhas brancas", no meio de todo aquele cor-de-rosa na minha garganta...
Dias depois, quando o médico disse o que era, não me surpreendi.
Desde 2008 tentando fazer exames, tentando ter certeza, fazer tratamento...
O SUS tem tanta gente, tanta gente precisando ser avaliada... Nunca fizeram minha biópsia.
Continuei com a Vida, afinal, precisava trabalhar, cuidar da Matriarca e da Família e conheci novos Amigos encontrei outros "Clãs" - fiquei muito sossegada, conforme disse uma Amiga.
E independente da minha doença, após a internação alguns Amigos se distanciaram - continuam Queridos - mas eles têm seus próprios caminhos. De outros me distanciei - Eu tenho meu próprio caminho.
Mas, estou pulando uma grande parte. Como dizia, continuei com a Vida.
Até que no dia 05 de fevereiro do ano passado, sobreveio uma tremenda falta de ar, que foi aumentando, aumentando até me deixar praticamente sem folêgo em meio a um passeio no parque em 31 de julho.
Saí do passeio em "grande estilo" - em uma ambulância - e saíria do hospital somente 37 dias depois.
Foi uma nova experiência - cheia de muito aprendizado - e já a contei aqui.
O que não contei é que tive um cancêr de laringe - em princípio os médicos acharam que poderiam tirar apenas parte dela e assim preservar parte do aparelho fonatório. Durante a cirurgia, viram que o carcinoma estava bem avançado. Lá se foi minha voz...
Há quatro meses tento emitir a voz esofágica, sem sucesso.
Há quatro meses tento ocultar dos Amigos meu real estado e está ficando cada vez mais difícil.
Começarei a quimioterapia e radioterapia em breve.
Cortei os cabelos como prevenção. Se ficar sem eles, não vou ficar tão chateada.
Não sei quando vou voltar a falar, mas vou voltar a falar - seja com uma voz que vem do esôfago ou com uma voz de "c3po" - rsrs - voz eletrônica mesmo.
Não sei se vou morrer hoje, amanhã, daqui a um ano ou vinte - quem sabe chegue a meta dos 104 anos?
Sim, vira e mexe aparece o medo da Morte, a pergunta "por que Eu?" - "E agora o que vou fazer?"
Fico enrodilhada no meu silêncio, desanimada.  Aparece até um certo "medinho da Vida".
Então lembro que a Vida nunca desistiu de mim. Em nenhum momento, mesmo quando pensei em desistir dela.  E saio desse silêncio e desânimo mais consciente do presente que esse cancêr me deu.
Decidi escrever abertamente sobre minha doença, depois que li esse post da Maria Amélia que tem um Blog Adorável e que recomendo muito.
Gostaria de como ela,  ter em primeira mão uma visão bem otimista sobre a doença, mas para mim, primeiro Você chora.
Depois de Alma lavada, Você passa a ver com mais clareza e otimismo a própria situação.
Dia 05, quinta-feira, saí sozinha pela primeira vez em quatro meses. Fui a lugares que precisava ir e em outros que quis ir porque sentia saudade. E foi bom. A diferença? Nenhuma. Estava apenas sem voz.
Quanto aos Amigos, a melhor frase vem de um dos Melhores que tenho:
"Não importa a quantidade, mas sim a Qualidade".
As células que se multiplicaram em mim foram de Vida - e escolho Viver.
A Vida segue e Eu sigo com ela.
Em qualquer patamar.

Feliz 2012 para Todos Nós.



Imagem: Paula Camargo

domingo, 25 de dezembro de 2011

175 - Onde o Coração está



Você vai chegar na porta e vai ver que é pequeno.
Vai chamar a atenção a grande Coruja escura com um gorro vermelho e uma rosa azul com bolinhas brancas, presa nele. Ao lado, em cima da impressora, uma boneca vestida de Cigana.
Seu olhar vai seguir para o computador, com uma boneca vestida de "Bruxa ou Gótica", pode escolher.
Claro que também vai perceber os guarda-roupas. A coleção de Corujas fica em cima deles - protegidas dos sobrinhos e suas mãozinhas curiosas e potencialmente desastrosas. Os colares ficam pendurados nas portas para não embaraçarem.
A estante de livros fica junto de um deles. Além de livros, fotos da Família, brinquedos, um relógio e material de desenho.
Claro que tem cama. Quebrou algum tempo atrás, ainda assim, tomou ares de "cama-box". Dois colchões sobre dois bons alicerces de madeira.
Uma cama com uma bonita colcha feita em tear e na cabeceira, mais bonecas, uma vestida de "Fada" as outras duas com vestidinhos curtos e outras como bebês, afinal, tem carinhas de bebês mesmo - risos.
E o telefone e a mini árvore de Natal.
Nas paredes além da janela, mensagens e um calendário.
No chão, um grande tapete artesanal, amarelo e azul.

Como deu para perceber, descrições não são lá o meu forte.
O que toscamente descrevi é o meu quarto. Pequeno, mas cabe "vários mundos".
Na sala, minha Família conversa e daqui a pouco vamos viajar.
Ela é pequena. Mas, para mim tão grande quanto o Universo.
E por mais que goste de estar em casa, no meu quarto, meu lugar - meu lar é onde esses Seres Alegres e Amados estão.
Maravilhoso poder compartilhar a Vida novamente com eles.
O melhor dos presentes que recebi até hoje.

Feliz Natal.





quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

174 - A Vida como ela é de Verdade

Sempre sonhamos com uma Vida incrível, onde fazemos coisas malucas e alucinantes todos os dias, mas como bem sabemos nem sempre é assim, muitas coisas são menores do que em nossos sonhos, mas nem por isso elas deixam de ser importantes, afinal são as pequenas coisas que nos fazem sentir vivos...


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Sonhamos em pular de paraquedas, mas…


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Nossa grande adrenalina é andar no meio fio.


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Sonhamos em passar a noite em uma casa mal assombrada, mas…


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Morremos de medo quando apagamos a luz do quarto e temos que ir até a cama.


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Sonhamos em ser independentes, mas…


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Nos mudamos para o lado da casa de nossos pais, e ainda almoçamos lá todos os dias.


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Sonhamos em desenhar a nova Monalisa, mas…


Boneco-palito
Nos contentamos com palitinhos sorridentes.


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Sonhamos em ser famosos, mas…


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Ficamos felizes quando lemos os comentários em nossas postagens.


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Sonhamos em ser podres de ricos, mas…


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Ficamos felizes com um aumento de cincoenta reais.
   

Onze Homens e Um Segredo
Sonhamos em participar de um grande roubo, mas…

 
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Pegamos um docinho antes do parabéns e nos sentirmos um dos “Onze Homens”.



Talvez jamais realizemos  “grandes sonhos”, mas as pequenas coisas que vivemos é que fazem a Vida ser Boa como ela é.



Lido em Minilua postado por Diego Martins


domingo, 20 de novembro de 2011

173 - 37 dias, 36 noites



Para meu Irmão e Irmã por já terem quebrado alguns ossos e dar a luz, respectivamente, ficar internado não constituiria uma novidade. Porém para mim, sim.
Trinta e sete dias e trinta e seis noites foi o período que durou minha internação.
A saudade da Família, dos Amigos, da rotina cotidiana, coisas comuns que fazemos no dia-á-dia ficou ainda maior com o passar dos dias.
Descobri que operar não é difícil, mas o pós-operatório pode ser bem menos fácil de levar.
Eu, que já trabalhei em hospital, vi como ele funciona na visão de um paciente.
Há muita solidariedade, entre os que esperam, seus parentes e por parte do corpo médico e de enfermagem, uma paciência  e boa vontade quase infinitas.
Tive quatro companheiras de quarto - fiquei internada em uma enfermaria só para mulheres.
A primeira, uma senhora muito simpática, cujos familiares não paravam de rezar por ela, em determinada madrugada sofreu um infarto e teve que ser transferida para a uti. Eles me presentearam com biscoitos, bonequinhos, sabonetes e muitas, muitas orações.
A segunda, uma jovem de outro estado, saiu de lá, ainda com um certo cuidado, me deu um baton e sua cunhada uma Coruja de feltro e muitas orações.
A terceira,  ficou uma semana, determinada a fazer o que queria, na hora que queria. Foi para casa bem, desejou-me muita sorte.
A quarta, uma mãe com um caso grave, mas cheia de esperança de continuar por mais tempo viva. Compartilhamos refeições, apreensões, esperanças, lágrimas e orações. 
Partiu cinco semanas depois que saí.
Fiz ainda duas amizades no quarto vizinho. Uma foi para sua casa, muito feliz por poder fazer a diálise na clínica que estava acostumada, voltar a andar de carro, fazer companhia para sua mãe e cuidar de seus cachorrinhos. A outra também voltou para casa, perdeu o cabelo após a segunda sessão de quimioterapia, mas diverte-se com suas perucas e toucas e continua linda.
Eu perdi a voz. Continuo fazendo tratamento com fonoaudióloga, porém de momento ainda estou muda.
Em casa e entre a Família, estamos desenvolvendo a "linguagem do Amor". A Matriarca e Eu vamos nos entendendo na medida do possível, uma vez que não falo e ela não pode ler o que escrevo.  Minha Irmã e sobrinho mais velho, são os que melhor compreendem minha linguagem labial.
De momento só troca de sms com os Amigos e até já arrisquei um passeio. Foi maravilhoso.
Poderia ter saído mais vezes, hoje mesmo, se quisesse, mas ainda prefiro me resguardar um pouco.
Tudo para poder ficar mais tempo em companhia do Ser que mais sofreu com minha internação. Chorou muito quando comuniquei minha decisão de operar e prometi á ela que voltaria. Poucos minutos antes da cirurgia pedi ao médico-chefe: "Doutor, não me deixe partir. Eu prometi á minha Mãe que voltaria." Ele assegurou que Eu voltaria. E Estou aqui. Com algumas sequelas além da perda temporária da voz, mas ainda aqui nesse patamar. E muito Grata e Feliz por ter mais um tempo para Compartilhar tanto Bem com tanta Gente de Bem.
Há duas semanas, encontrei no ambulatório minha primeira companheira de quarto. Ela sofreu mais dois infartos depois daquele, teve que respirar através de aparelhos e ficou internada mais um mês depois que saí. Estava bem mais magra, mas em companhia do marido e da filha, era a expressão da própria felicidade.
Nos abraçamos fortemente.
A Vida segue. Nesse e outros patamares.


Para D.M., R., J. e V. (in memoria aeterna)


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

172 - Gratidão



Gratidão.
Aos que torceram e não torceram, rezaram e não rezaram, que acreditaram e não acreditaram.
Aos que abraçaram e não abraçaram, desejaram e não desejaram, que se importaram e não se importaram, que ligaram e não ligaram.
Aos que enviaram sms e aos que não enviaram.
Aos que compartilharam risos e lágrimas e aos que não compartilharam.
Gratidão.
Aos que viveram suas vidas enquanto estive fora e aos que partiram.
Aos que corresponderam minhas expectativas e aos que não corresponderam.
Aos que sabiam e não sabiam.
Agora Eu sei.
Ao Universo, Deusa, Deus, Anjos, Allah, Buda, Krishna, Jesus, o Tudo, o Todo, o Nada...
Agradeço a todos de todo o meu coração.
A Coruja está de volta.

Beijos infinitos. 
E Corujais.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

171- Aprovação

Esse vídeo, fez com que lembrasse tantas coisas e tantas pessoas...
Melhor mesmo é a mensagem que ele deixa. Todo o Bem que fazemos, um dia volta. 
E da melhor maneira possível.
A Vida, não seria Bem Vivida, não seria Vida, sem o incerto sabor dos desafios e o sensato tempero da Esperança... 





segunda-feira, 11 de julho de 2011

170 - RespirAr


 É assim: procuramos escrever, trocar e ler - imagens e textos criativos de conteúdo elevado que nos tire em parte da rotina de nosso dia-á-dia, nem sempre tão agradável.
Buscamos de maneira um tanto calma (jamais vamos aparentar desespero) por Palavras que nos traduzam e descrevam de uma maneira precisa o que por vezes não conseguimos descrever ou traduzir através de nós mesmos.
E seguimos nossas Vidas, buscando sempre de maneira cordata, educada, controlada, não chorar, espernear, queixar, dar vazão de maneira dramática as nossas emoções.
Elas ficam represadas, apertadas, comprimidas, entocadas, cercadas, presas dentro da gente.
Até o dia em que as comportas, as cordas, as cintas, as cadeias, as cercas arrebentam e das duas uma: ou adoecemos ou... morremos.
Como bons vasos que somos, morrer ainda está um tanto longe, acabamos por adoecer.
E pela primeira vez em quatro décadas, tive que migrar de consultório em consultório, pronto-socorro em pronto-socorro, dopar-me em um mar de remédios, para de alguma forma, "curar" o que Eu tinha.
Simplesmente não conseguia respirar. O ar, que sempre passou pelo meu corpo de maneira tão discreta, simplesmente recusava-se a passar. E se passava, haja barulho, ronco, dificuldade...
Me vi impossibilitada de fazer muitas coisas: trabalhar, fotografar, participar do grupo de teatro, sair com os amigos, caminhar... Até dormir virou uma "aventura arriscada"... 
Queixar-se nem sempre é a melhor coisa a fazer, mas não queixar-se só para não incomodar os Amigos, é bobagem.Quem for Amigo, há de sê-lo nos melhores e piores momentos.
Quem for de Boas Palavras, há de sê-lo nas melhores e piores Palavras.
Desejo que como muitos outros cantos o Caderno de Páginas Amareladas passe sempre uma mensagem de Otimismo e Esperança.
Todavia hoje, não pedirei desculpas por esse desabafo. Já escrevi que gostaria de Ser Feliz, vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, durante o ano todo. Mas não dá. Pelo menos para mim. Não dá.
Estou em processo de Recuperação.
Descobri que Você pode ter tudo, mas se não tiver Saúde, Você não tem nada.
E se tiver Saúde, ainda que não tiver nada Você tem tudo.

E quero TUDO o que tenho direito.
Sem falsos ornatos ou sentimentos.
Sem represas ou ofensas.
Meu Eu, meu Ar.
Pleno. Respirar.
Amar.







segunda-feira, 20 de junho de 2011

169 - Fazer Amor é lindo... é Sublime... Encantador... Esplêndido...



Dar é dar.
Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.
Mas dar é bom pra cacete.
Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca…
Te chama de nomes que eu não escreveria…
Não te vira com delicadeza…
Não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom.
Melhor do que dar, só dar por dar.
Dar sem querer casar….
Sem querer apresentar pra mãe…
Sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.
Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral…
Te amolece o gingado…
Te molha o instinto.
Dar porque a vida é estressante e dar relaxa.
Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.
Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito.
Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem
esperar ouvir futuro.
Dar é bom, na hora.
Durante um mês.
Para os mais desavisados, talvez anos.


Mas dar é dar demais e ficar vazio.
Dar é não ganhar.
É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.
É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar
o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar:
“Que que cê acha amor?”.
É não ter companhia garantida para viajar.
É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia.
Dar é não querer dormir encaixadinho…
É não ter alguém para ouvir seus dengos…
Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.


Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor.
Esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar


Experimente ser amado…


Sylvia Veronika
07/05/2011-sáb.

domingo, 12 de junho de 2011

168 - Namorados

Então começou a chuva. Fina.
E a passeata continuava, parando o trânsito, incomodando com os clamores dos manifestantes e seus apitos.
As pessoas nervosas, querendo andar ainda mais rápido para chegarem aos seus compromissos no horário, mesmo atrapalhando-se com sombrinhas e guarda-chuvas.
Ninguém reparou na mocinha magra de olhos sonhadores que passava por toda aquela agitação, sem se sentir incomodada. Pensava no carinha por quem estava apaixonada. O mundo era muito bonito.
A chuva fina foi ficando mais forte, e o casalzinho se apertou ainda mais embaixo do mesmo guarda-chuva.
Sorriram um para o outro. A chuva nunca chegara em tão boa hora.
O homem de terno correu e se protegeu na marquise do prédio. Tirou o celular do bolso e leu o recado da mulher da sua Vida (pelo menos no momento) e sorriu. As buzinas não incomodavam mais.
A viúva foi até a janela e olhou para fora. Viu a agitação, a chuva e voltou para o computador. Lembrou do marido que se foi e começou a escrever um poema.
Os dois homens encharcados subiram no ônibus e deram sorte. Havia um lugar para sentarem juntos. Sorriram felizes um para o outro e um deles, tocando no joelho do companheiro, sussurou que faria um chá quando chegassem em casa.
E assim são os Namorados. Ausentes de toda a agitação, felizes mesmo quando não há muito motivo, distraídos, inspirados, românticos. De fato, quando apaixonados, a Vida fica mais intensa e quando amamos, ela fica ainda mais bonita.
Sinceramente, sinto falta dessa intensidade e dessa beleza.

Feliz Dia dos Namorados para Todos Nós.


segunda-feira, 30 de maio de 2011

167 - A Semana

Um novo início. Uma nova etapa.
Acordar cedo e fazer caminhada - mesmo no frio.
Ir para o trabalho e lá ficar o dia inteiro - é preciso pagar horas e aprender novos serviços.
Voltar a noite para casa, tomar um banho e ir dormir, para novamente acordar cedo, fazer caminhada...

E assim, seguir até sexta.
No sábado a rotina muda, mas durante a semana, muda também muita coisa na Vida e na cabeça da gente.
O que espero - aliás o que praticamente nós todos esperamos - é viver bem e de maneira vibrante e bonita toda essa andança, que faz parte da Vida da gente.

Queixar-se, também é uma opção.
Então percebço a maravilha de poder estar aqui, vivendo toda essa Vida, todo esse momento, todo esse movimento. E encanto-me.
Eu não trocaria esse Tudo por nada.

Boa Semana para Todos Nós.


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