domingo, 27 de setembro de 2009

126 - Omega Star


Eu quero dobrar um poema
Que forme você.
Que o module em partes suaves
E ilustre essa beleza tímida
Que me invade.

Eu quero formar uma poesia
De doze pontas masculinas
Mas frágeis como o menino
E arrojadas como o homem
Que é você.

Eu quero fazer uma figura
Que mostre o teu jeito
Que a cada parte revele o sujeito
Escondido dentro de ti
Que sonho em mim.

Eu quero congelar essa forma
Em lápis, nanquim e tinta
Com mãos de artista esculpir
E em meu Coração para sempre
Guardá-la.

E então, te deixar seguir...



Imagem - G.Brandão


Royksopp - Beautiful Day Without You

sábado, 19 de setembro de 2009

125 - O fósforo e a vela


Certo dia o fósforo disse para a vela:

- Minha missão é te acender.

- Ah, não, disse a vela.Tu não vês que se me acendes meus dias estarão contados? Não faz uma maldade dessa não.

- Então queres permanecer toda a tua vida assim dura, fria, sem nunca ter brilhado? - perguntou o fósforo.

- Mas, ter que me queimar... Isso dói.Consome as minhas forças - murmurou a vela.

- Tens toda razão - respondeu o fósforo - esse é precisamente o mistério de tua vida. Tu e eu fomos feitos para Ser Luz. O que eu, como fósforo, posso fazer é muito pouco. Mas se passo a minha chama para ti, cumprirei com o sentido de minha Vida. Eu fui feito justamente para isso: para começar o fogo. Tu és vela. Tua missão é brilhar. Toda tua dor, tua energia se transformará em Luz e calor.

Ouvindo isso a vela olhou para o fósforo que já se estava apagando e disse:

- Por favor, Acende-me.

Desejo que sua luz interior, ilumine não só sua vida, mas também aqueles que estejam a sua volta!



Autor desconhecido até o momento

Imagem - G.Brandão

domingo, 13 de setembro de 2009

124 - Confiança


A Matriarca não confia.
Ela diz que "Confiança é um fio que devemos ter preso somente conosco e com mais ninguém".

Não acreditar plenamente no outro é uma premissa válida, já que mal confiamos em nós mesmos.

Mas, desconfiar da maneira como minha mãe desconfia, pelo menos para mim, não funciona.
E ainda que um tanto "arredia" no começo, acabo confiando de maneira plena em determinadas pessoas.

Então, quando uma delas (ou mesmo eu) faz algo que abusa desse grau de confiança, pergunto-me se ela não tem razão.
Se vale mesmo á pena considerar tanto alguém e ainda, chamá-lo de Amigo.

Houve época em minha Vida que traí a confiança de pessoas que a despositaram em mim; que magoei pessoas que tinham consideração, que perdi Amigos por mentir ou agir sem pensar.
Fui perdoada em parte e na maior parte dos casos, não fui perdoada pelos erros que cometi.
Acredito que eles estavam certos.
Confiança depois de quebrada - mesmo colada - ainda terá um arranhão ou a "marca da cola" para lembrar o "conserto".

Claro, me arrependi e procuro - baseada nesses erros passados - aprender com eles, para não mais cometê-los.

E quando o erro é cometido comigo?

Procuro ficar em silêncio - mesmo porque, não tenho voz para discutir.
E acredito em Perdão e Amor.
Raiva, sim eu sinto.
Quando adolescente uma raiva de anos, com o passar dos anos uma raiva de meses, agora mais madura, uma raiva de horas. E o objetivo é com a melhor idade, chegar a uma raiva de segundos.

E tem a tristeza. Essa que ainda sinto por muito tempo.
Por causa dela, fico pensando se, de fato, a Matriarca e sua visão lógica e um tanto obcecada das relações humanas, não será a visão correta...


Para dois Seres que como Eu, estão aprendendo...
sp.19.08.09.qua.

Imagem: Kleber Silva


DURAN DURAN-COME UNDONE-1993

domingo, 6 de setembro de 2009

123 - O Cavalinho


Certa tarde o paizão saiu para um passeio com as duas filhas,
uma de oito e a outra de quatro anos.
em determinado momento da caminhada,
Helena, a filha mais nova, pediu ao pai que a carregasse,
pois estava muito cansada para continuar andando.
O pai respondeu que estava também muito fatigado,
e diante da resposta a garotinha
começou a choramingar e “fazer corpo mole”.
Sem dizer uma só palavra, o pai cortou um
Pequeno galho de árvore e o entregou á Helena dizendo:
“Olhe aqui um cavalinho para você montar, filha!”
A menina parou de chorar e pôs-se a
cavalgar o galho verde tão rápido,
ficou tão encantada com seu
cavalo de pau, que foi difícil faze-la parar de galopar.
A irmã mais velha ficou intrigada com o que viu
e perguntou ao pai como entender a
atitude de Helena.
O pai sorriu e respondeu dizendo:
“Assim é a Vida, minha filha.
Às vezes a gente está física e mentalmente cansado,
certo de que é impossível continuar.
Mas encontramos então um “cavalinho”
qualquer que nos dá ânimo outra vez.
Esse cavalinho pode ser um bom livro,
um amigo, uma canção...assim,
quando você se sentir cansada ou
desanimada, lembre-se de que sempre
haverá um cavalinho para cada momento,
e nunca se deixe levar pela
preguiça ou desânimo.
E Sorria!!!”


Texto: Anônimo
Imagem: site Elo7

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