quinta-feira, 31 de julho de 2008

22 - "A Criança em Nós"


Há cerca de dez anos atrás quando o Grupo Telefonica iniciou suas atividades no Brasil, a propaganda de lançamento, além da belíssima voz de Paulo Goulart, trazia uma música de fundo que encantou-me.
Lembro que procurei em muitas lojas de cds e os vendedores embora conhecessem a música, não sabiam qual conjunto ou músico a executava.
Sempre gostei do grupo "Enigma" - na realidade o projeto do maestro romeno Paul Michael Cretu em parceria com alguns colaboradores. Recentemente, encontrei fotos dele na net. Um homem magro, loiro e de cabelos cacheados. Pareceu-me alguém calmo e discreto.
Lembro também que muito antes de ouvir a música, fui comprar um cd do Enigma. Na loja o vendedor ofereceu-me dois cds. Fiquei apenas com um e o outro, por "não gostar da capa" rejeitei. Ironia. Justamente no cd rejeitado "pela capa" estava a música que anos depois, procuraria tanto.
Voltando a música, não a encontrei.
Conformada, pensei que se tivesse de ouví-la novamente, ela me encontraria, um dia.
Sete meses atrás, um amigo muito querido emprestou-me dois cds. New Age, trance e world music de qualidade: Enya, Deep Forest, Loreena Mcnett, Sarah Brightman, Enigma, só para citar os mais conhecidos.
E em meio a audição de um deles...a música!
Quase não acreditei - corri até o rádio, aumentei o volume e apertei o "repeat".
A música havia me encontrado, mais de dez anos depois. Que alegria!
Li o encarte do cd: "The child of us" - Enigma.
Sorri e pensei no quanto procuramos longe, o que está ao alcance de nossas mãos.
E em como a Vida tenta nos mostrar, possibilitar esse "alcance" de várias maneiras e de como "obcecados" pela procura, não enxergamos.
A música encontrou-me na hora certa.
E ajudou muito a superar um delicado momento familiar.
Mas essa é outra história que "a criança em nós" ajudou a superar.


Para quatro amores terrenos e dois amores alados.
A tia Coruja ama todos vocês.

11 The Child in Us.wma -
Informação sobre o projeto Enigma retirada do blog: http://cristinalasaitis.wordpress.com
post: "Dize-me o que ouves e eu te direi como és" de 03/05/08.

domingo, 27 de julho de 2008

21 - O processo


Fazer de um estranho, um conhecido;
de um conhecido, um colega;
de um colega, um amigo;
de um amigo, um ente querido.
É um processo gradual que acontece sem a gente sentir.
Maravilhosamente, enche nossos corações de ternura, alegria e satisfação.
Amigos que tornam-se entes queridos serão sempre bem-vindos.
Infelizmente ás vezes o processo se dá ao contrário.
Seja porque houve um mal entendido, uma discussão mais acalorada ou a mágoa que ainda restou e que por constrangimento ficou guardada e dela não mais se falou.
E de ente querido, passa-se a amigo que torna-se colega, depois conhecido que volta a ser um estranho.
Descobre-se que perdoar não é assim tão fácil. E "redenção" só existe em determinadas estórias.
De certa maneira, como em "O caçador de pipas" somos parte "Amir".
Capazes de fazer algo que machuque o outro, mas também capazes de procurar o perdão perante o outro, mas principalmente, perante nós mesmos.
Sim, somos parte "Hassan" também.
Capazes de perdoar e amar de maneira infinita e abnegada a nós mesmos, mas principalmente, o outro.
Nesse momento, procuro respeitar o silêncio, o distanciamento e aceitar voltar a ser "um estranho" na Vida de alguém.
Perdoar e amar de maneira abnegada; a mim e ao outro.
E fazer isso para cada ser que cruzar meu caminho (e para eu mesma) mil vezes mil vezes.

Foto - cena do filme "O caçador de pipas" - Paramount 2008 - pesquisa de imagens Google



Para Khaled Housseini e para a Dona do Quarto de Fadas

sábado, 26 de julho de 2008

20 - Amor barato


Eu queria ser
Um tipo de compositor
Capaz de cantar nosso amor
Modesto

Um tipo de amor
Que é de mendigar cafuné
Que é pobre e às vezes nem é
Honesto

Pechincha de amor
Mas que eu faço tanta questão
Que se tiver precisão
Eu furto

Vem cá, meu amor
Aguenta o teu cantador
Me esquenta porque o cobertor é curto

Mas levo esse amor
Com o zelo de quem leva o andor
Eu velo pelo meu amor
Que sonha

Que enfim, nosso amor
Também pode ter seu valor
Também é um tipo de flor
Que nem outro tipo de flor

Dum tipo que tem
Que não deve nada a ninguém
Que dá mais que maria-sem-vergonha

Eu queria ser
Um tipo de compositor
Capaz de cantar nosso amor
Barato

Um tipo de amor
Que é de esfarrapar e cerzir
Que é de comer e cuspir
No prato

Mas levo esse amor
Com zelo de quem leva o andor
Eu velo pelo meu amor
Que sonha

Que, enfim, nosso amor
Também pode ter seu valor
Também é um tipo de flor
Que nem outro tipo de flor

Dum tipo que tem
Que não deve nada a ninguém
Que dá mais que maria-sem-vergonha


Composição: Francis Hime/Chico Buarque

sexta-feira, 25 de julho de 2008

19 - Delere


Esqueça
Aquilo que você não aprecia em mim.
Minhas mentiras
Minha falta de beleza fisíca
Minha inconsequência
Minha pouca inteligência analitíca.

Desconsidere
A companhia
O livro emprestado
Bons momentos compartilhados
E toda a Alegria.

Rasgue
A folha do poema
A embalagem do chocolate
Os pássaros de papel
As fotografias.

Ignore
Minhas verdades
Minhas desculpas
Meus talentos e sonhos
E minhas vaidades.

Mas não delete
Minha imagem amiga
Nossa Amizade
Não me exclua
Da sua Vida.

terça-feira, 22 de julho de 2008

18 - Paranapiacaba, seis meses depois...



E voltamos a Paranapiacaba.
Quente, cheia de sol e de gente.
Fila para tudo.
Parecia cidade grande.
Trilha? Não, não nesse dia.
Havia show do menino Baleiro, anfitrião de uma “Babylon” - imaginária e estranha para mim – fiquei tão bêbada de alegria que perdi as chaves da minha casa, minha “Babylon” real, certa e querida.
Tirei fotos, com uma visão mais prática de conteúdo – sofrendo com minha câmera de poucos recursos e da turma de amigos ficou só um trio, os demais dispersos procurando uns e desencontrando outros.
Estranho retorno para um lugar tão conhecido e acolhedor.
Entrei e fotografei até cemitério – que horror!
Ah, mas o encanto da Lua surgindo entre as montanhas estava lá. E o céu estrelado.
Até a bruma deu o ar de sua graça e um certo friozinho também.
Havia uma luz que não deixou a gente ficar sozinha enquanto o vento inspirava uma fumaça atrás da outra e soprava os cabelos de outras meninas.
E no meio disso tudo estava eu, pensando como em 180 dias tudo muda.
O ar, a luz, o lugar, o sentimento.
Festival de Inverno – quente e com sol.
Seco.

Para a Luz e o Vento

segunda-feira, 21 de julho de 2008

17 - Sinal dos tempos...

Há alguns dias atrás os usuários de internet banda larga em São Paulo tiveram um grande susto: seus pcs não acessavam a internet.
Preocupada, achei que era problema em meu computador. E como eu muitos usuários amigos, também.
Para surpresa geral, o problema não estava nos pcs e sim no provedor da banda: o Speedy da Telefonica.
Praticamente três dias sem acessar a internet.
Ouvi de um amigo que havíamos voltado a idade da pedra.
Providenciei banda larga faz dois meses - porque não aguentava a lentidão da conexão discada e as limitações de uso de programas que o antigo sistema instalado no pc trazia.
E de repente, lá estava eu, sem internet!!!
Usei a discada por mais de um ano e (a não ser pela lentidão) nunca tive problemas.
Estou satisfeita com minha banda larga - só espero que ela não "desapareça" de novo.

Toda essa história só para comentar sobre o artigo que li no site do Yahoo-Tecnologia de hoje.

Eis o link (copie e cole na barra de endereços para ler o artigo):
http://br.tecnologia.yahoo.com/article/21072008/25/tecnologia-noticias-fique-online-se-banda-larga-cair.html

Só dois meses com banda larga...a internet discada já se tornou tão obsoleta assim que já tem artigo ensinando como instalá-la? E pior: os pcs mais novos sequer vêm com placa para poder instalar "net de escada"?
Ou eu tô ficando velha rápido demais ou o tempo tá correndo muito mais rápido do que posso notar...

A Telefonica dará um desconto de cinco dias para todos os assinantes Speedy.

Para Rosana Hermann

16 - Chama



Conhecimento: "ver a roupa na vitrine".
Entendimento: "entrar na loja e tocar a roupa".
Compreensão: "vestir a roupa".
Sabedoria: "distinguir se há condições de comprar a roupa no momento..."
Uma comparação bem pouco romântica, mas bem prática que diferencia conhecer, entender, compreender e saber.
Desejo que cada um de nós tenha o conhecimento, o entendimento, a compreensão e a sabedoria para nos levar e elevar a cada momento bom ou de "tropeço" na Vida.


Chama

"De uma história persa:
Certa noite, algumas mariposas se reuniram, atormentadas pelo desejo de se juntarem à vela.
Uma delas partiu e chegando a um castelo, viu a luz de uma vela.
Regressou e contou o que tinha visto...Insatisfeitas com o relato, outra partiu e tocou a chama com a ponta das asas; mas o calor a assustou.
Como sua experiência também não empolgou, uma terceira então partiu...
Embriagada de Amor, atirou-se à chama, unindo-se alegremente a ela e seu corpo ficou vermelho como o fogo.
A sábia mariposa que presidia a reunião disse finalmente:
Ela aprendeu o que desejávamos saber, mas só ela compreende e nada mais pode se falar sobre isso..."

"Chama" - texto extraído de encarte do cd "Art of Seduction" - Corciolli - gravadora Azul Music - 2002
"Chama" é a faixa instrumental número 9 desse lindo trabalho.

Um grande instrumentista nacional. Ouçam. Eu recomendo.

Para Corciolli

quinta-feira, 17 de julho de 2008

14 - Seu olhar

Temos rotas a seguir
Podemos ir daqui pro mundo
Mas quero ficar porque
Quero mergulhar mais fundo

Só de me encontrar no seu olhar
Já muda tudo
Posso respirar você
E posso te enxergar no escuro

Tem muito tempo na estrada
Muito tem
E como quem não quer nada
Você vem
Depois da onda pesada
A onda zen
É namorar na almofada
E dormir bem

Foi o seu olhar
O que me encantou
Quero um pouco mais
Desse seu amor...

13 - Veritatis Splendor

"Quem tem Verdade tem Valor.
Quem tem Valor tem Liberdade.
Quem tem Liberdade tem Escolha.
Quem tem Escolha tem Paciência.
Quem tem Paciência tem Bom Senso.
Quem tem Bom Senso tem Perdão.
Quem doa o Perdão Ama.
Quem Ama é Amor.
E Amor faz o Mundo girar..."


Para o meu Amor.

12 - Sessão "Copy & Paste" - II

Do "flog" da Path, um texto de Marta Medeiros

"A Morte Devagar

Morre lentamente quem não troca de idéias, não troca de discurso, evita as próprias contradições.

Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru e seu parceiro diário. Muitos não podem comprar um livro ou uma entrada de cinema, mas muitos podem, e ainda assim alienam-se diante de um tubo de imagens que traz informação e entretenimento, mas que não deveria, mesmo com apenas 14 polegadas, ocupar tanto espaço em uma vida.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não acha graça de si mesmo.

Morre lentamente quem destrói seu amor-próprio. Pode ser depressão, que é doença séria e requer ajuda profissional. Então fenece a cada dia quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem não trabalha e quem não estuda, e na maioria das vezes isso não é opção e, sim, destino: então um governo omisso pode matar lentamente uma boa parcela da população.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe. Morre muita gente lentamente, e esta é a morte mais ingrata e traiçoeira, pois quando ela se aproxima de verdade, aí já estamos muito destreinados para percorrer o pouco tempo restante. Que amanhã, portanto, demore muito para ser o nosso dia. Já que não podemos evitar um final repentino, que ao menos evitemos a morte em suaves prestações, lembrando sempre que estar vivo exige um esforço bem maior do que simplesmente respirar."


Para Path

terça-feira, 15 de julho de 2008

11 - Um Minuto

Um Minuto (feat. Negra Li)
D'Black

Composição: D´Black/ Dalto Max/ Leonardo Teixeira



Por onde quer que eu vá vou te levar pra sempre
A culpa não foi sua
Os caminhos não são tão simples, mas eu vou seguir
Viagem em pensamentos
Uma estrada de ilusões que eu procuro dentro do meu coração

Toda vez que fecho os olhos é pra te encontrar
A distância entre nós não pode separar
O que eu sinto por você não vai passar
Um minuto é muito pouco pra poder falar
A distância entre nós não pode separar
E no final, eu sei que vai voltar

Por onde quer que eu vá vou te levar pra sempre
A vida continua
Os caminhos não são tão simples, temos que seguir
Viagem em pensamentos
Uma estrada de ilusões que eu procuro dentro do meu coração

Toda vez que fecho os olhos é pra te encontrar
A distância entre nós não pode separar
O que eu sinto por você não vai passar
Um minuto é muito pouco pra poder falar
A distância entre nós não pode separar
E no final, eu sei que vai voltar

E no meu coração, aonde quer que eu vá
Sempre levarei o teu sorriso em meu olhar

Toda vez que fecho os olhos é pra te encontrar
A distância entre nós não pode separar
O que eu sinto por você não vai passar
Um minuto é muito pouco pra poder falar
A distância entre nós não pode separar
E no final, eu sei que vai voltar

10 - Convergências

Ás vezes tenho a nítida sensação que determinadas coisas acontecem em resposta há algum ato que fiz, alguma atitude que tomei.
Claro, lei de ação e reação.
Só que determinadas coisas parecem ser...como direi..."convergentes" demais, para serem uma resposta há algo que fiz.
Não que sejam ruins, só que seria por demais estranho terem se originado através de algo que eu fiz. Porque dependeria da reação de outra pessoa e sinceramente, a pessoa em questão não está nem aí para o que penso, sinto ou se existo.
Esse ser não quer saber da minha história, do meu sentimento, sequer da minha companhia.
Por estranho que possa parecer, tenho a sensação de ás vezes não ser bem assim...
Aff!!! Vade retro!!!
Chega de me iludir!!!
Convergência ou não: fora daqui ilusão!!!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

9 - Stella Errans do Dralion

Eu não tenho dúvidas.
Quando o Cirque du Soleil trouxer o espetáculo "Dralion" para o Brasil, será esse que irei assistir, mesmo pagando um preço salgado pelo ingresso.
Nunca havia ouvido a trilha sonora antes, mas após ouví-la, sinto que valerá a pena cada ano de espera.
Saltimbanco foi o primeiro - não deu para ir.
Alegria o segundo - não pude ir.
Corteo talvez seja o terceiro - não quero ir.
Eu vou esperar o "Dragão" aportar por aqui.
Enquanto isso, fiquem como eu, curtindo vídeos, ouvindo cds e sonhando com bailarinos e bailarinas...



Stella Errans - Cirque Du Soleil

quinta-feira, 10 de julho de 2008

8 - Apresentações

Eu não devia estar com vergonha.
Mas estou.
No "Alfa Blogs" uma lista muito particular de pessoas que escrevem e que admiro.
Alguns bem populares, outros nem tanto, todos com algo em comum: a capacidade de grafar com objetividade, beleza, humor e poesia suas opiniões, idéias, visões de suas Vidas, do mundo, do país que vivem, do seu cotidiano.
Começo timidamente a apresentar o Alfarrábio para cada um deles.
Sinto-me como quem vai mostrar seu primeiro rascunho para um grande mestre.
O nervosismo é grande. Leio alguns desses blogs há mais de três anos. Com alguns troquei comentários com outros não - alguns escritores conheço, outros não.
Cada um a sua maneira inspirou-me a chegar até aqui e olha que só comecei a andar...
Minha timidez é grande, minha gratidão maior ainda.
Nem sonho em chegar aos "pés" ou usando de um objeto de escrita comum, as "canetas" de cada um de vocês.
O que espero é acrescentar nessa imensa blogosfera minhas opiniões, idéias, sonhos e visões de minha Vida, meu mundo, meu país, meu cotidiano como cada um de vocês.
E quem sabe, de alguma maneira inspirar alguém a dar os primeiros passos rumo a algo novo, como vocês fizeram comigo.
Cada um a sua maneira, contribuiu para o "nascimento" do Alfarrábio.
E eu só quero agradecer a todos, espero que um dia, pessoalmente.

Beijos mil e muito obrigada, pessoas Amigas na Mente, nas Palavras e no Coração!!!


Para os escritores de blogs no mundo inteiro. Em especial para Lenita Lataes.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

7 - Sessão "Copy & Paste" - I

Do blog "Um Quarto de Fadas", um belíssimo texto sobre a solidão...

Decifrando a solidão

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo...
- isso é carência.

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar...
- isso é saudade.

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe às vezes, para realinhar os pensamentos...
- isso é equilíbrio.

Tampouco é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente, para que revejamos a nossa vida...
- isso é um princípio da natureza.

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...
- isso é circunstância.

Solidão é muito mais do que isto...
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos... e procuramos em vão pela Alma que somos.

(Não consegui descobrir o autor)


Para a professora portuguesa de História e dona do Quarto de Fadas...

6 - A rotina da solidão

Há pouco mais de uma semana, declarei meu afeto a alguém.
Há pouco mais de uma semana, perdi um amigo.
Nesses dias, um misto de mágoa e ressentimento por parte dele ( e minha também, não vou negar).
E uma indisfarçável tristeza da minha parte.
Hoje dói fisicamente. Dor, incômoda no centro do peito, pouco abaixo da garganta.
Dor que sinto muito raramente.
Eu não voltaria no tempo para desfazer o que fiz. Nada.
Não mudaria um gesto, uma palavra, uma atitude. E ainda faria tudo de novo, se pudesse.
Mas não posso.
E por não poder, vou desapegando e soltando aos poucos tudo o que antes fazia parte de uma ilusão feliz e arrebatadora. Porém ilusão.
Vou retomando velhos hábitos, entre eles, uma solitária rotina.
Posso e vou lutar contra essa retomada "habitual".
A dor continua aqui. Dói nesse exato momento.
Vai passar. Ah, meu amor, vai passar.

domingo, 6 de julho de 2008

5 - No rent a blog

Um post contundente e inspirador.
Um manifesto e uma discussão em andamento.
Através do selo abaixo, pode-se ler na íntegra o texto, a discussão e ainda participar de todo esse processo.
É um belo post e um digno manifesto.
Eu recomendo.
E recomendo que vá até o "Alfa Links" pois não consegui "linkar" o texto ao selo - desculpem - blogueira de primeira viagem é assim mesmo...



Para Alexandre Inagaki

sexta-feira, 4 de julho de 2008

4 - Same mistake

Essa belissíma canção de James Blunt, fala de nos darmos uma segunda chance para todo e qualquer erro que cometemos. E de pedirmos perdão por eles também.
De certa forma, é um pedido de desculpas e redenção.
Tão bonito que certamente, será aceito.
Encontrei a letra e a tradução. Procurem.
Aqui, postarei só o refrão.



I'm no calling for a second chance
Eu não estou pedindo uma segunda chance
I´m screaming at the top of my voice,
Estou gritando o mais alto que minha voz alcança
Give me reason, but don't give me choice,
Me dê a razão, mas não me dê escolha,
Cos I'll just make the same mistake again.
Porque cometerei o mesmo erro outra vez.

Para meu Amor.

terça-feira, 1 de julho de 2008

3 - A Tua Ausência


Não pensei que doeria.
Mas doeu.
Não o "não" que recebi.
Mas tua não presença
Junto a mim.

E tudo que eu queria
Era poder continuar a
Te Amar no silêncio
Que em princípio
Concebi.

Para Alguém. E só.
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